O tema que resolvi escrever depois de tanto tempo de ausência (por causa do trabalho exaustivo) é sobre o trabalho excessivo.
“O trabalho dignifica o homem” ( não sei o autor)
Mas, até que ponto somos felizes com o que fazemos ou como fazemos?
Muitas vezes, nos sacrificamos no trabalho ao ponto de esquecermo-nos dos amigos, dos filhos e família em geral. Mas, qual a causa de tanto sacrifício? Vivemos num mercado de trabalho que só sobrevivem os melhores. Os melhores são aqueles que vestem a camisa da empresa esquecendo-se de si próprios e dos seus compromissos pessoais. Em algumas empresas, não importa sua vida, seu bem-estar, o que importa é o trabalho. Nesse sentindo, as pessoas com inúmeras justificativas ( necessidades, falta de oportunidades entre outros) se propõem a viver desgastantemente.
Sem contar, que muitas vezes, ainda trazemos trabalho pra casa. Eu, na profissão de educadora, posso falar disso com propriedade. Infelizmente, algumas empresas esquecem que para o funcionário desenvolver suas funções com qualidade, é necessário, que ele esteja bem fisicamente e mentalmente. Será que um ser humano sem lazer, que não dorme horas suficientes poderá desenvolver um bom trabalho? Um funcionário cansado pode trazer para empresa e para si mesmo graves problemas. O seu rendimento, não será o mesmo por mais competente que ele seja.
Recente pesquisa conduzida por cientistas finlandeses, divulgada na publicação científica American Journal of Epidemiology, revelou que o trabalho excessivo pode aumentar o risco de declínio mental e, provavelmente, levar o indivíduo à demência – um termo genérico que descreve a deterioração de funções cerebrais como memória, linguagem, orientação e julgamento. Vale ressaltar que existem vários tipos de demência. Contudo, o mal de Alzheimer é a forma mais comum e corresponde a dois terços dos casos registrados pela medicina.
Bertrand Russell acreditava que o ideal da vida não seria o desintegrar-se completamente pelo trabalho, mas o desfrutar da liberdade de momentos nos quais se estaria completamente livre do trabalho.
O trabalho é uma forma de nos trazer benefícios financeiros e de nos sentirmos úteis para nós e para os outros. Creio que, quando o trabalho não deixa espaço para desfrutar da liberdade há algo errado que deve ser revisto.
O que deixo para reflexão é: Até que ponto seu trabalho te faz bem? O que deve ser mudado na sua rotina? Quais as atividades que você precisa retomar para se sentir bem? Como se organizar para fazer isso?
Caso você não possa pedir demissão e procurar outras oportunidades, refaça sua rotina. Converse com seu chefe, faça algo. Só não deixe de viver bem. Porque a má qualidade de vida pode deixar você sem o seu TRABALHO aquele trabalho que realmente dignifica o homem. Pense nisso!
Gostaria de fazer uma ressalva. Existem empresas maravilhosas, que apesar do trabalho intenso, proporcionam aos funcionários momentos compensatórios. (passeios com a família, atividade física entre outros.)
Beijos !!!Até a próxima.
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